Siga-nos Twitter Facebook Instagram
Roupa chamativa pode ajudar a salvar a vida do motociclista
news
Foto: Divulgação

29/10/2012
A partir de 1º de janeiro de 2013 entra em vigor, na França, uma lei que obriga todo motociclista de moto de 125 cc ou mais usar um traje devidamente homologado pelos órgãos de trânsito daquele país, dotado de material refletivo que ocupe uma área mínima de 150 cm² do corpo. No Brasil, determinação semelhante atinge somente motofretistas.

Mesmo tendo um trânsito razoavelmente regrado e uma cultura motociclística mais antiga que a nossa, até (ou principalmente) por conta da disseminação do uso da bicicleta e do ciclomotor como meio de transporte há cerca de um século, a gritaria dos franceses contra esta medida está sendo grande. Algo muito natural até tendo em vista o marcante traço libertário do povo francês.

APAREÇA

Ver e ser visto é um preceito básico da segurança veicular. Quem dirige, seja moto, carro ou caminhão, sabe que mesmo nos dias de melhor condição de visibilidade, vez por outra simplesmente não enxergamos obstáculos na pista. Passar sobre um buraco, lombada não sinalizada ou um malposicionado meio–fio pode ter consequências graves.

Imprudência ao guidão acaba mal e bem depressa: motociclista experiente e imprudente não existe. Ou é experiente, ou é imprudente. Quem pilota há anos sabe que manter luzes de posição em ordem é fundamental e, mesmo se o estereótipo determina como padrão o couro negro cobrindo o corpo, o bom senso indica que quanto mais chamativa e colorida for a vestimenta, mais seguro o motociclista estará.

A motocicleta, aliás, é um veículo que, pela sua própria natureza, expõe o condutor a graves consequências em caso de excessos. E seja do que for: velocidade, inabilidade, bebida alcoólica ou desatenção. Enquanto motos eram raras no trânsito, leis coercitivas como a mais óbvia delas, a que tornou obrigatório o uso capacete, não existiam. Poucas motos, poucos problemas.

EPIDEMIA

Mas agora o panorama é diferente, a escalada de novos motociclistas nas ruas, e de acidentes graves, é notória. Há quem considere que o problema já adquiriu perfil epidêmico. Para combater esta indesejada progressão de mortos e feridos, surgem propostas de todo tipo, das óbvias e de fácil aplicação, às esdrúxulas e sem viabilidade.

Em que pese a impopularidade da medida francesa, extensiva a todos os motociclistas e não apenas aos profissionais do guidão como no Brasil, é absolutamente inegável que especialmente à noite um traje muito visível, que reflita a luz dos faróis dos outros veículos, pode, sim, salvar vidas.

Todavia, ninguém gosta de ser obrigado a trajar um uniforme e certamente esta é uma atitude que será fortemente questionada, invocando os mais básicos princípios da liberdade individual.

O livre arbítrio é algo precioso, ao qual ninguém quer renunciar, independentemente do motivo, mas, do mesmo modo que com o passar do tempo nos habituamos a outras imposições em nome da segurança na condução de veículos (cinto de segurança, capacete...) e do bem–estar comum, imaginar que em breve tenhamos que tingir nosso guarda–roupa motociclístico de amarelo cítrico ou laranja fluorescente é, de certo modo, algo que deve ser considerado –– um ônus natural da opção pelo transporte sobre duas rodas que devemos pagar resignadamente caso isso seja, como realmente parece, válido para a segurança de todos nós.





Fonte: UOL

Imprimir Link: Compartilhar:
topo
topo
SOLUÇÕES
Sport
Street
Custom
Triciclo
Entre em contato


(11) 2317.3388
Segunda a sexta
8h00 às 17:45h
Campanhas
100% Nacional Campanha Basta!